NOTÍCIAS PARA ENRIQUECER SUA VIDA
— No 22
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Associação Internacional de Shiga
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Cantor brasileiro que vive em Minakuchi-cho
Tetsuhiro Sakaguchi, Masako Ikeda, Deborah Taniguchi

Desta vez, gostaríamos de apresentar para todos Luis e Solange, da família Maruyama. Chegaram do Brasil a 10 anos atrás e já faz 9 anos que mudaram para Minakuchi. Falam muito bem a Língua Japonesa, com sotaque do dialeto regional de Kansai, o Kansai-ben. Entretanto, nos contam que antes de chegarem ao Japão apenas sabiam algumas poucas palavras da Língua. Um país cuja Língua e cujos costumes são totalmente diferentes dos de seu país. Perguntando-lhes se tiveram bastante dificuldades quando chegaram ao Japão, a resposta foi: “Foi bastante divertido.” Apesar de sentirmos que vieram passando por diversas dificuldades até aqui, Luis deve interpretar como diversão o que poderia ser considerado como dificuldades por outros. Ele possui uma personalidade que lhe possibilita pensar desta maneira. Por isto, conforme vai passando o tempo, aumentam-se os amigos. O vizinho japonês que antes mal lhe cumprimentava, hoje é um grande amigo. E participa ativamente das atividades da associação dos moradores de sua região. Mas aqui temos um comentário. Por exemplo, para estrangeiros que não entendem a Língua Japonesa, o modo de separação do lixo e o modo de jogá-lo dá muito trabalho. Se pelo menos alguém explicasse, já não seria tão difícil, mas se houver um erro sequer no modo de jogar lixo fora, parece que repercutem palavras como: “É porque fulano é estrangeiro...”
Mas isto não é uma idéia pré-concebida? Se há pessoas que fazem corretamente a separação do lixo, há as que não fazem. Isto se aplica para os japoneses também. Se logo se volta a culpa para estrangeiros quando acontece algo, como um erro no modo de jogar lixo, as palavras como “Internacionalização” ou “confraternização com estrangeiros” e tais parecem soar um tanto sem sentido.
Bem mudando de assunto, gostaríamos de falar sobre as atividades de Solange. Ela está administrando uma escola para brasileiros. Para crianças brasilerias que nasceram ou que se criam no Japão. Ela está ensinado como mesmo currículo escolar brasileiro para que não tenham dificuldades quando futuramente voltarem ao Brasil. Quando crescerem, que futuros eles próprios irão escolher?
No final, Luis cantou-nos 2 ou 3 canções no Karaokê. Seu nível em muito ultrapassava o de um simples passatempo. Ainda por cima, cantou Enka. Seu quarto estava totalmente enfeitado por diplomas e trofeús conseguidos em concursos. E parece que ele gosta das canções Enka cujos temas falam da terra natal. O quê? Se eu cantei também? Cantei uma canção. (Sem comentário...)


Muito obrigado a família Maruyama pela colaboração nesta entrevista.


Nota do Mimitaro: A nota de 2000 ienes circulará dia 19 de julho.
Nesta nova cédula há as ilustrações do castelo de Shuri-jo e os portões de Shurei-mon da cidade de Naha de Okinawa e uma parte de Genjimonogatari, história 'tesouro nacional'.

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